sábado, 7 de março de 2009

Revolução Pernambucana de 1817


Ontem, 06 de março de 2009, Pernambuco comemorou os 192 anos do início da Revolução Pernambucana de 1817. Em 2007 o Governo do Estado decretou o 6 de março como a Data Magna de Pernambuco.

Este foi um movimento republicano, idealista, de luta contra o regime absolutista e contra as extorsões realizadas pelo império de D. João VI.

A revolta, que almejava a implantação de uma república, foi liderada por Domingo José Martins e apoiada por um grupo de intelectuais que procuravam orientar as camadas populares para o movimento. No dia 8 de março foi instalado um governo provisório composto por “cinco patriotas tirados das diferentes classes”. Entre as propostas desse governo estavam: acabar com os impostos abusivos, organizar uma constituição que defendesse a liberdade religiosa e de imprensa, e garantir a igualdade de todos perante a lei.

As províncias da Paraíba e do Rio Grande do Norte também aderiram à revolta e organizaram governos locais. Porém dois meses depois o governo português enviou suas tropas, que cercaram o Recife e acabaram com o governo revolucionário, enforcando e prendendo os seus líderes.

Muitos acontecimentos ocorreram após o 6 de março, o que fiz aqui foi um brevíssimo resumo, portanto vale a pena ler e pesquisar sobre 1817. Encerro esta humilde postagem com as palavras do historiador Amaro Quintas: “A Revolução de 17 representa a mais lídima expressão do nosso nativismo e a mais completa manifestação do sentimento brasileiro”.

VIVA PERNAMBUCO! =D


A imagem acima é a bandeira da República Pernambucana de 1817. (Extraída do livro Anais Pernambucanos de Pereira da Costa.)

Referências:

Andrade, Manuel Correia de. Pernambuco: cinco séculos de colonização. João Pessoa, PB : Editora Grafset, 2004.

Quintas, Amaro. A revolução de 1817. 2ª Ed. – Rio de Janeiro: J. Olympio; Recife : Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – FUNDARPE, 1985.

Tavares, Muniz. História da Revolução de Pernambuco de 1817. Governo do Estado. Casa Civil de Pernambuco. Recife, 1969.

8 comentários:

Beto Petrozza disse...

Na edição deste sábado (7 de março de 2009) do Jornal do Commercio, saiu a seguinte matéria: "Revolução de 1817 precisa ser melhor divulgada no Estado", apontando o considerável desconhecimento da população acerca da data. A reportagem afirma: "A revolução, no entendimento de Manoel Correia de Andrade, era um instrumento para a classe dominante de Pernambuco alcançar o poder e se livrar da dominação portuguesa.” Ora, não nego que o movimento seja um avanço em relação ao absolutismo e exploração lusitanas, mas esta história de governo provisório composto por “cinco patriotas tirados das diferentes classes” me parece mais propaganda do que efetividade. Pelo pouco que li a respeito, o movimento contou com participação predominante da elite; além disso, há controvérsias sobre seu teor político; foi federalista? Separatista? O mesmo vale para a Confederação do Equador.
É fundamental para as pessoas que não se deixam levar pos opiniões alheias fazer uma cuidadosa pesquisa a respeito, coisa que pretendo fazer em breve. Às obras citadas, acrescento uma que me parece de grande importância: “A outra independência: o federalismo pernambucano de 1817 a 1824.” de Evaldo Cabral de Mello.

Beto Petrozza disse...

Na edição deste sábado (7 de março de 2009) do Jornal do Commercio, saiu a seguinte matéria: "Revolução de 1817 precisa ser melhor divulgada no Estado", apontando o considerável desconhecimento da população acerca da data. A reportagem afirma: "A revolução, no entendimento de Manoel Correia de Andrade, era um instrumento para a classe dominante de Pernambuco alcançar o poder e se livrar da dominação portuguesa.” Ora, não nego que o movimento seja um avanço em relação ao absolutismo e exploração lusitanas, mas esta história de governo provisório composto por “cinco patriotas tirados das diferentes classes” me parece mais propaganda do que efetividade. Pelo pouco que li a respeito, o movimento contou com participação predominante da elite; além disso, há controvérsias sobre seu teor político; foi federalista? Separatista? O mesmo vale para a Confederação do Equador.
É fundamental para as pessoas que não se deixam levar pos opiniões alheias fazer uma cuidadosa pesquisa a respeito, coisa que pretendo fazer em breve. Às obras citadas, acrescento uma que me parece de grande importância: “A outra independência: o federalismo pernambucano de 1817 a 1824.” de Evaldo Cabral de Mello.

Aline disse...

Um aniversário da Revolução de 1817 e muitas reflexões possíveis.
Por cerca de 70 dias, Pernambuco, na vanguarda, vivenciou a independência política.

Ou pelo sentimento de Pernambucanidade ou pelo conhecimento da própria História, esse dia é motivo de orgulho!

Parabéns pelo texto!

=D

Alice disse...

Odorei o blog, valorizar o nosso estado e a nossa cultura é de fato muito importante.
Parabéns, os textos são ótimos!!!
Continuarei visitando.

Turtorion ArtWork disse...

De fato o povo pernambucano é carente de sua História.
Por que não trocar-mos as estampas de Che Guevara pela de Bolívar ou frei Caneca?
O povo pernambucano é carente, dentre outras coisas, de sua cultura, de sua identidade...

Estamos perdidos meu caro, e se for fazer a revolução, não me convide, pois já estou atrelado ao dever capitalista de fazer dinheiro!

hehehe!!!!

Hugo Leonardo disse...

Caro Luiz,

A História de Pernambuco é uma das mais belas, pena que ainda há pernambucanos que não entende a Data Magna. Mas é um dos nossos papeis, como futuros professores, educar a população na conscientização da história.

Parabéns pelo trabalho.

Luiz Santos disse...

Caro Beto e demais amigos,

Você está com toda a razão. O movimento de 1817 foi idealizado, organizado e comandado pela elite pernambucana. Os "cinco patriotas tiras das diferentes classes" faziam parte da elite e conduziram o processo. Coloquei em aspas porque foi uma sitação de Muniz Tavares.

Mesmo sendo um movimento liderado pela elite para mim foi um dos movimentos mais importantes da História de Pernambuco.

Agradeço as críticas e o apoio de todos! hehehe

Abração

Arte e Cultura PE disse...

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